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Postado em: 10/09/2021

Consequências da privatização da Ceasaminas pautam audiência

Além de valor previsto para leilão, Comissão do Trabalho quer debater danos aos produtores e à segurança alimentar.

Criada por lei estadual, empresa foi repassada à União em 2000 - Arquivo ALMG - Foto:Guilherme Bergamini

Debater as consequências da privatização da Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasaminas) para a agricultura familiar, os pequenos produtores rurais e a população mineira, e ainda os impactos desse processo na vida dos trabalhadores, é o objetivo de audiência pública que a Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social realiza nesta segunda-feira (13/9/21).

Acompanhe a reunião ao vivo e participe do debate, enviando dúvidas e comentários.

Solicitada pelo deputado Betão (PT), a reunião será às 14h30, no Auditório do andar SE da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), tendo como convidados representantes de todos os segmentos envolvidos, incluindo o Conselho de Administração da Ceasaminas e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ao qual a empresa encontra-se vinculada desde 2000.

governo federal pretende fazer ainda este ano um leilão para a venda da empresa, com lance mínimo que seria de R$ 253 milhões, montante que está entre os questionamentos contra o processo de privatização.

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“Ao privatizar a CeasaMinas por 10% do seu valor, Bolsonaro contribui para o aumento da insegurança alimentar e o enfraquecimento da agricultura no Estado. Um presidente quer vender uma empresa pública que organiza o abastecimento de 12 mihões de mineiros, passando para a iniciativa privada”, condena o parlamentar.

Ele ainda destaca que milhares de funcionários trabalham nos seis entrepostos da Ceasaminas, o principal deles em Contagem, na grande Belo Horizonte, com unidades ainda em Uberlândia (Triângulo) Juiz de Fora (Mata), Barbacena (Central) e Caratinga e Governador Valadares (Rio Doce).

Segundo o site do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, a Ceasaminas é uma sociedade de economia mista, na qual a União detém 99,67% das ações com direito a voto.

Constituída por meio da Lei Estadual 5.577, de 1970, ela iniciou sua operação em 1974, tendo sido repassada para o governo federal em 2000, após negociação com governo estadual, e incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Já em 2017, foi inserida no atual Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), tendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passado a conduzir o processo de contratação de estudos técnicos para a privatização, estes já concluídos.

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